Unidade de Neuroestimulação

Queremos ajudá-lo a obter resultados mais rápidos e satisfatórios na recuperação da sua condição neurológica.

Nos últimos anos, vários têm sido os avanços na área medicina de reabilitação neurológica, o que tem contribuído para a conceção de métodos de estimulação cerebral avançados que permitem obter resultados mais rápidos e satisfatórios na recuperação de várias patologias neurológicas.

Cada um destes métodos atua baseado no pressuposto de que é possível incentivar os mecanismos de neuroplasticidade cerebral, sem qualquer tipo de invasão ao Sistema Nervoso Central.

Que tecnologias avançadas de reabilitação encontrar na Unidade de Neuroestimulação (UNE)?

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT ou TMS) – esta abordagem consiste na utilização de um dispositivo médico computadorizado, que quando colocado sobre a cabeça emite impulsos electromagnéticos (semelhantes aos utilizados pela ressonância magnética) e que atuam nas áreas específicas do cérebro relacionadas com o que se pretende tratar.

Estimulação Cerebral com Corrente Fraca Contínua (ETCC ou tDCS) – utiliza elétrodos colocados sobre a superfície da cabeça com o objetivo de induzir alterações na excitabilidade neuronal, possibilitando aumentar ou diminuir a atividade de determinadas áreas cerebrais, conforme os resultados que se pretendam atingir.

EEG Neurofeedback – é um tipo de biofeedback que atua com base em elétrodos colocados no couro cabeludo do paciente e que deteta e regista a atividade cerebral. Com este tipo de tecnologia pretende-se:

  1. Promover a aprendizagem em termos de regulação da atividade elétrica do próprio cérebro;
  2. Promover a aprendizagem em termos de relações entre o comportamento e a qualidade de funcionamento do cérebro;
  3. Desenvolver a autorregulação através da alteração voluntária das ondas cerebrais;

Treino Cognitivo – com este tipo de tecnologia, aplicada por ciclos, é realizado treino cognitivo computadorizado, realizado com recurso a um software interativo (Sistema RehaCom) e com a supervisão de Neuropsicólogo especializado. A intervenção poderá abarcar diferentes funções cognitivas tais como atenção, memória, linguagem, cálculo, raciocínio, funções executivas, entre outras.

A quem se destinam os tratamentos de Neuroestimulação?

Os tratamentos de estimulação cerebral não-invasiva podem ser aplicados a casos de reabilitação neurológica de várias patologias do foro neurológico. Dependendo de cada tecnologia, podem ser aplicados a adultos e crianças, que sofram das seguintes condições neurológicas:

  • Sequelas de AVC

  • Traumatismo Craneo-encefálico

  • Dor Crónica

  • Alzheimer e quadros Demenciais

  • Esclerose Múltipla

  • Parkinson e Outras perturbações do movimento (ataxias e discinesias)

  • Paralisia Cerebral

  • Perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA)

  • Dificuldades específicas de aprendizagem

  • Perturbação do Espetro Autista

  • Atraso global do Desenvolvimento

  • Défice cognitivo

  • Depressão e adições

Como se determina a elegibilidade dos doentes para a aplicação de tratamentos de Neuroestimulação?

A aplicação de qualquer tratamento de reabilitação deve contar com uma rigorosa avaliação do doente por forma a que seja determinados os benefícios de qualquer intervenção. A aplicabilidade de tratamentos de neuroestimulação não-invasiva não é exceção.

Assim, cada doente deverá ser avaliado pelo neurologista, psiquiatra e neuropsicólogo por forma a verificar que tipo de tecnologia avançada de estimulação cerebral ajudará na reabilitação.

Como forma de complementar a avaliação serão aplicados exames de neurofisiologia, que desempenham um papel importante na monitorização de pessoas com distúrbios que afetam o cérebro, com dano estrutural ou funcional.

Os diferentes exames de neurofisiologia servem para avaliar o estado do córtex cerebral e as potencialidades de recuperação individuais após lesão, para monitorizar os efeitos de determinado tratamento ou para facilitar a reorganização funcional do cérebro.

Dispomos dos seguintes exames:

  • EEG (eletroencefalografia) com análise quantitativa (mapeamento cerebral) – consiste numa gravação da atividade elétrica do cérebro, que é usada principalmente no diagnóstico e avaliação da atividade do córtex.
  • Potenciais relativos a eventos: possibilitam a medição da atividade elétrica no córtex pode proporcionar informação sobre as funções cognitivas, permitindo analisar o processo de funcionamento das diferentes redes da atenção (orientação, vigilância e controlo executivo do processo de atenção), da perceção, ou da linguagem.
  • Potenciais evocados sensoriais: permitem medir a condução dos estímulos visuais, sonoros ou táteis. São utilizados na avaliação da integridade das vias nervosas tendo como finalidade diagnósticos ou prognósticos.
  • Potenciais motores evocados por estimulação magnética transcraniana: o estímulo magnético no crânio e a captação da resposta nos músculos dos membros são a base deste estudo, que permite estudar a condução nas vias motoras, a plasticidade no córtex cerebral e o limiar individual de ativação do córtex cerebral.

Os resultados da estimulação cerebral avançada têm sido unânimes, revelando um impulso significativo na recuperação a curto-prazo.

Marque já a sua consulta de Neurologia e saiba o que mais se pode adequar à sua recuperação.

CONTACTOS GERAIS

  • (+351) 220 180 870

  • (+351) 935 351 914

  • cermudanca@cermudanca.com

  • Av. Dr. Antunes Guimarães, 358
    4100-073 Porto

LOCALIZAÇÃO

PEDIDO DE INFORMAÇÃO