Teve um AVC e perdeu força muscular! E agora?

Saiba mais sobre a recuperação após AVC!

Após sofrer um AVC, quer seja hemorrágico ou isquémico, na maior parte dos casos, a pessoa precisará de conviver com algumas sequelas decorrentes do quadro clínico. Estas sequelas são resultantes das lesões sofridas pelo cérebro com o AVC e podem ser mais ligeiras ou mais graves. Algumas das consequências do AVC podem ser a dificuldade em andar, sendo necessário usar cadeira de rodas, ter dificuldade em falar ou mesmo ter limitações nos movimentos dos membros superiores. Estas sequelas podem ser temporárias ou permanecerem para toda a vida.

A recuperação após AVC vai depender de fatores como a área afetada e o tamanho da lesão, mas invariavelmente, quem sofre um AVC procura e deseja a recuperação total.

Segundo a National Stroke Association, 10% dos sobreviventes de AVCs recuperam quase integralmente e 25% recuperam com sequelas mínimas. Para isso, a reabilitação deve ser iniciada precocemente, de forma intensiva logo após estabilização do paciente, se possível durante os três primeiros meses, sendo este o período mais crítico, durante o qual maior recuperação pode ser alcançada.

A reabilitação vai potenciar a busca pela recuperação e tentar torná-la possível. O grande objetivo é que a pessoa se torne independente para realizar as suas atividades, seja da forma que for, já que muitas vezes ficam dependentes de terceiros.

A reabilitação deve ser moldada a cada pessoa e às necessidades de cada um, explorando o máximo de potencial do cérebro, para que retome as principais atividades.

A primeira etapa da reabilitação deve focar-se na promoção da independência motora, sendo a mobilização uma componente fundamental da reabilitação precoce. Assim, o fisioterapeuta deve ajudar a pessoa a realizar todo um conjunto de exercícios passivos e ativos com o objetivo de fortalecer os membros debilitados e estimular a autonomia através do treino de atividades funcionais básicas.

Algumas destas podem ser:

  • Mudanças de decúbito (posição)

  • Transferências entre assentos;

  • Treino de equilíbrio na posição de pé, estimulando a transferência de peso sobre o membro afetado;

  • Treino de marcha;

  • Descer ou subir escadas;

  • Movimentação entre obstáculos.

O fisioterapeuta privilegia a prática de movimentos isolados, alternando entre tipos de movimentos, promovendo movimentos complexos que requerem grande capacidade de coordenação e equilíbrio.

A reabilitação deve ser continuada logo após a alta, ao invés de ser interrompida, devendo o tratamento ser realizado diariamente para a pessoa recuperar independência e ganhar qualidade de vida o mais rapidamente possível.

O tratamento de reabilitação deve ser programado e implementado por equipas multidisciplinares e com competências especializadas na recuperação após AVC.

Venha conhecer a equipa do CERmudança!

“I am not what happened to me. I am what I choose to become.”
Carl Gustav Jung

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2018-12-19T17:03:09+00:00
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